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nexus4

O Nexus 4, fabricado pela LG em parceria com o Google, é um dos melhores celulares disponíveis no mercado – PONTO.

Concorrem com ele gigantes como Galaxy S III e 4, HTC One e outros não Androids como Nokia Lumia 920 e iPhone 5. Escolher entre eles pode ser um grande dilema mas, por sair de um Galaxy Nexus, minha escolha foi fácil: era preciso manter a linhagem de Androids-puro-sangue.

Então, após mais de dois meses com o Nexus 4 e aproveitando o lançamento do aparelho no Brasil, eis o review!

 

A criança

O desenho é sóbrio e elegante, sem nenhum botão físico na frente. A lateral emborrachada garante boa pegada e a traseira de vidro tem um mini quadriculado que reflete conforme o ângulo da luz, dando um efeito realmente interessante e digno de elogios.

E é bastante leve, principalmente para o tamanho, que não é problema para minhas mãos grandes apesar de ser melhor usado com as duas mãos para digitar, mas é um ponto que pode desagradar algumas pessoas.

Comparado ao iPhone 5, é só 24% mais pesado mesmo tendo 52% mais volume, e uma tela de 4.7″ com resolução 768 x 1280 contra 4″ em resolução 640 x 1126 do Apple. Já frente ao Samsung Galaxy S III, peso e volume tem diferenças insignificantes, tendo o Nexus 4 vantagem na resolução e densidade de pixels.

 

Em volta

Além do citado emborrachamento, no entorno há uma borda cromada fina na parte que fica mais à frente do aparelho, que pode agradar alguns, mas para mim além de desnecessária esteticamente, gera um certo transtorno: reflexos de luz nela me fazem achar que o LED de notificação está pulsando.

Na lateral direita, o botão power/trava/destrava, que poderia ser mais saliente como no Galaxy Nexus, mas em poucos dias você se acostuma. Há também a portinha do SIM Card – alias, mini SIM Card – e nada de botão dedicado para a câmera, o que tem acontecido com vários celulares.

Na esquerda o botão de volume, no topo o buraco para fones de ouvidos padrão 3,5mm e em baixo a entrada do cabo mini USB.

 

Atrás

A já citada traseira com mini quadriculados reflexivos cria um efeito visual bem mais discreto e elegante do que pode parecer, sendo bastante fotografada em reviews. Nós preferimos fotografar o aparelho se banhando em jujubas para homenagear a versão atual do Android  :)

Mas ela é de vidro e isso tem seu preço: o aparelho escorrega com facilidade, basta deixá-lo em uma superfície aparentemente plana, mas que tenha uma mínima inclinação ou curvatura para que, sem que você perceba, ele escorregue calmamente até o CATAPLOFT no chão fazer seu coração disparar. Para tristeza do designer que criou o celular, se você não for v1d4 l0k4 vai cogitar o uso de capinhas como esta de silicone (protege mais, mas dá um ar “barato” ao aparelho) ou esta rígida (mais discreta e elegante).

Por ter traseira totalmente plana, o alto-falante fica bastante abafado quando o aparelho é colocado na mesa com a tela para cima. Nada demais, mas é estranho quando o telefone começa a tocar e ao levantar da mesa o volume dobra! Por falar em volume, o alto-falante se mostrou mais potente do que seu antecessor Galaxy Nexus. Ponto para a LG.

 

Tela

A tela é muito brilhante, de ótimo contraste, extremamente responsiva e precisa ao toque. Não chega aos pretos profundos do Nokia Lumia 920, mas na comparação lado a lado com o Galaxy Nexus mostrou uma superioridade que eu realmente não esperava. O Samsung além de ter uma paleta de cores forçada (excesso de saturação, comum no AMOLED), também puxava notavelmente para o verde, enquanto o Nexus 4 se mostrou mais fiel e definido. Também é mais fácil ler sob o sol com o LG.

 

Câmera

A câmera melhorou em relação ao antecessor e não vai te deixar na mão na maior parte do tempo porém, apesar do belo número “8 megapixels”, perde para a concorrência mais pesada. Já o tempo para acessar a câmera e tirar fotos é realmente incrível, basicamente igual ao do iPhone quando comparado lado a lado, embora as fotos do dispositivo da Apple sejam inegavelmente superiores.

 

Bateria

A bateria não foge do padrão dos smartphones, o que é uma pena. Aguenta o período entre sair de casa para o trabalho e retornar, ou seja, umas 12 horas de uso entre normal e racionado – se usar GPS ou jogar, diga adeus. Se quase não usar pode durar dois ou até três dias, mas quem usa tão pouco um aparelho assim? É mais provável que ele fique na tomada sempre que estiver em casa, e, pessoalmente, deixo também no USB do computador enquanto trabalho.

Para ter mais tranquilidade pedi uma bateria de emergência pelo nosso querido DX. Cumprindo o anunciado (5.200mAh), poderei recarregar a qualquer momento, longe de uma tomada, até duas vezes e meia o celular (que tem bateria de 2.100mAh não removível). Quando o acessório chegar e for devidamente testado, será analisado aqui no 2Centavos.

 

Desempenho

Quanto ao desempenho não há muito o que dizer, é ~~totalmente excelente~~. Com um processador Qualcomm Snapdragon de quadro núcleos rodando a 1.5Ghz, ele liga e abre aplicativos sem jamais engasgar, mais rápido que o Galaxy S III e ficando no mesmo nível do Galaxy Note II.

Também alterna entre aplicativos pelo multitarefa de forma instantânea e quase sempre direto no ponto em que o aplicativo estava. Isso se deve aos 2Gb de memória RAM que deixam o aparelho tranquilo, raramente precisando fechar algum programa que ficar rodando em background. Obs.: Não tive nenhum travamento geral até hoje!

 

Android

O Android puro é um deleite – depois de um Nexus fica difícil aceitar qualquer interferência de fabricantes ou operadoras. Desde a repaginada na versão 4.0 e a turbinada da versão 4.1, o sistema se tornou mais unificado, fluido, consistente e fácil de usar.

Atualmente rodando 4.2.2, o celular recebe atualizações direto do Google em no máximo algumas semanas após o lançamento – inclusive o aparelho vendido no Brasil! (diferente do Galaxy X/Galaxy Nexus que dependia da Samsung para ser atualizado)

 

Preço

Nos EUA sai US$299 com 8Gb de memória interna ou US$349 com o dobro, não havendo entrada para cartão de memória. Se você multiplicou o preço por dois para saber quanto representa em reais, com certeza achou muito barato, e saiba que mesmo para os padrões de lá esse é um preço incrível – o iPhone 5 também desbloqueado começa em US$649 e o Galaxy S III em US$ 580.

A explicação é o subsídio feito pelo Google, que vende o aparelho em sua própria loja online sem margem de lucro (ou até tendo prejuízo). Mas os estoques geralmente desaparecem em minutos, por isso a opção para quem pretende comprar um durante uma viagem ao país costuma ser pegar com um revendedor. Para isso recomendo o Craigslist: no site, vá até a cidade onde você estará, pesquise as opções e combine para encontrar o vendedor em algum lugar (como um shopping). Pela intermediação o preço subirá entre US$ 50 e US$ 150.

Já no Brasil o tal subsídio não chegou e o preço no varejo é de R$ 1.699 (R$ 1.516 à vista) pela versão com 16Gb, vendido a priori apenas pela FastShop e PontoFrio. Um tanto desanimador para quem sabe o preço de lá, mas me arrisco a dizer que é até “barato” para o padrão brasileiro (note que na Europa, sem subsídio, o aparelho chega na casa dos 500 euros!). Veja que os aparelhos high-end tem desembarcado aqui na assustadora faixa dos R$ 2.000 ou mais. Fora isso, como acontece com todo celular, é questão de tempo para o preço baixar.

Se quiser comparar, veja que o Galaxy SIII – inferior em processador e memória, sem atualizações diretas do Google e com uma camada da Samsung por cima do Android, mas com entrada para cartão de memória, e câmera/bateria melhores – começa em R$ 1.529 nas lojas razoáveis. Nokia Lumia 920 ou iPhone 5 vão pra casa dos R$ 2.000.

Então: SIM, o mercado brasileiro de celulares tem preços muito altos e, NÃO, o LG Nexus 4 não está acima do preço, pelo contrário, está algo entre justo e abaixo do padrão nacional.

 

Veredito

É felicidade garantida. Desempenho e design de altíssimo nível, garantia de atualizações e bom preço no Brasil (fabuloso nos EUA). Os pontos negativos não permitem dar uma nota 10, mas são bastante contornáveis.

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Administrador, desenvolvedor, gamer, tecnófilo, viajante, otimista nato, calmo por natureza. Criador do eco4planet, já escreveu para o Gizmodo e Papo de Homem e participou do podcast Guia Prático, do Manual do Usuário.


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