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Aconteceu! Depois de 2 bons filmes, 3 grandes porcarias e 15 anos, enfim temos o amigão da vizinhança representado na telona com perfeição e em sua casa! O Cabeça de teia, estrela de um dos maiores acordos de personagens da história do cinema, nos leva para uma aventura que explora o miolo do MCU, de uma maneira que as séries da Netflix nunca fizeram.

(pequenos spoilers a seguir)

Se as séries da Netflix se dizem ser no mesmo universo dos filmes, mas falham em explorar essas possibilidades, Homem-Aranha: De Volta Ao Lar brilha nisso. Com sua trama completamente costurada com os eventos de Vingadores, Vingadores: Era de Ultron e Capitão América: Guerra Civil (filme que mostrou a estreia de Tom Holland como Peter Parker), o filme conversa com o universo iniciado em 2008, com Homem de Ferro, mas nos apresenta a vida diária de pessoas mais próximas à realidade do público, vivendo numa Nova York pós invasão Chitauri.

Parker, quando não está em aula, ou babando por Liz, está salvando o dia de pessoas comuns no Queens e tentando ganhar o respeito de Tony Stark. Esse plot rende algumas das melhores cenas do filme e numa dessas vigilâncias, ele acaba encontrando capangas do seu inimigo…

O Abutre, vivido magistralmente pelo Bat/Birdman, já entrando para a galeria de melhores vilões da Marvel (o que, ok, não é nem complicado). Sendo um “esquecido”, ele consegue ganhar a vida fazendo adaptações com as tecnologias alienígenas ou do tipo. Ele só não contava que o Aranha estaria por perto em um momento.

Esse acaso valoriza o filme, já que não se torna mais um conto de como o vilão e o herói surgem no mesmo momento e/ou são faces da mesma moeda. Não, aqui o Aranha é o herói, Abutre é o vilão e suas origens não são relacionadas: nada de Oscorp para justificar qualquer coisa (mas eu aposto que essa venda da Torre não foi citada por nada…).

Com participações pontuais de alguns outros personagens já apresentados no MCU, Stark tem um papel de “figura paterna” importante, mas (graças a Deus) comedido. Embora seus momentos sejam parte importante da narrativa, eles nunca são exagerados – um erro que seria fácil de cometer. Inclusive, é na sua última participação no filme que a película brinca com – e CORRIGE – uma cena que deu muito problema para o Aranha nas HQs.

Das HQs também estão o bom humor do adolescente mascarado, os seus problemas para esconder a identidade secreta, sua habilidade social quase nula, sua genialidade etc etc (você viu a Gwen também, né?) e até coisas “emprestadas” da versão Ultimate dão as caras (mesmo que por citações de parentes). Há também o melhor elemento do desenho clássico do herói, substituindo a marcha da Marvel com maestria.

Mas não é só de passado que vive esse Homem-Aranha, com seu uniforme feito por Tony Stark, o filme atualiza as capacidades do herói, com diversos gadgets, formatos de teia e sua própria inteligência artificial, sem nunca perder a simplicidade do escalador de paredes.

As referências descaradas a filmes de John Hughes, trilha sonora original do sempre bom Michael Giacchino e RAMONES(!!!11), ajudam a complementar o tom de Homem Aranha: De Volta Ao Lar, que agrada todas as gerações de fãs do sobrinho favorito da Tia May.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(o filme é 100% clone free também, embora o uniforme básico do Aranha lembre a única coisa que prestava do Aranha Escarlate: o visual

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Nasceu quando Let It Be completava a maioridade e desde então vive de pizza, música, filmes, joguinhos, séries e quadrinhos. Não vê a hora da criação da vigésima quinta hora.
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