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Realidade virtual não é novidade, já foram inúmeras tentativas ao longo de décadas, mas a ideia aqui não é contar história, é falar do presente.

Hoje temos alguns grandes players investindo forte no ramo: Sony, com o Playstation VR, para ser usado com o PS4, e a HTC com o Vive, que deve ser ligado a um PC bem parrudo para dar conta do recado. A Microsoft apesar de ter seu Hololens (realidade aumentada, não realidade virtual), não tocou no assunto na última E3, então não parece interessada em levar a experiência para o Xbox – talvez o (triste) fracasso do Kinect tenha feito a gigante de Redmond ser mais cautelosa.

Há também o Samsung Galaxy VR que nem deveria ser citado porque é basicamente um suporte para colocar o celular na sua cara e que, apesar de até funcionar e ser mais acessível, definitivamente está longe da qualidade entregue pelos citados anteriormente. Aliás, qualidade conta muito nesse ramo porque ao colocar uma imagem completamente diferente do mundo real cobrindo todo seu campo visual, qualquer queda na resolução, no tempo de resposta ou na taxa de atualização vai te fazer sair do clima ou até sentir náuseas.

 

Direto ao ponto

Estive ontem na Pixel VR, em São Paulo, no bairro do Tatuapé, uma casa inaugurada há apenas dois meses e que, para quem viveu o auge das lan houses no início da década passada, vai se sentir familiarizado: você paga por hora para jogar em um equipamento caro demais para ter em casa. Com espaço amplo, o local tem várias salas com PS4 Pro + PS VR ou com HTC Vive em PCs de dezenas de milhares de reais rodando tudo no Ultra. Ah, eu uso óculos e isso não foi problema em nenhuma das duas plataformas.

Na sua primeira ida você provavelmente vai iniciar com o mergulho, que entra na categoria “experiencias VR” e não “jogos” já que você não tem ações para cumprir, apenas serve como introdução para esse universo. Descendo dentro de uma gaiola de mergulho, você poderá olhar para todas as direções, andar pela gaiola (no caso, andar é literal), e perceber que de fato depois dos primeiros minutos a sensação de estar naquele ambiente é real.

A partir daí podemos escolher entre dezenas de títulos, abrangendo FPS, survival, espacial, simulador de corrida (neste caso, na cabine completa com banco, volante, pedais, câmbio, etc.) e por aí vai. Tem até jogo com multiplayer local. A vontade é de ficar horas em cada um deles, mas fomos trocando para conhecer algumas das várias opções.

 

Jogando

Primeiramente testamos um jogo de assalto a banco ainda no PS VR. Um puzzle inicial para conseguir o diamante e então tiros mal dados até pegar o jeito da mira. A grande sacada é poder se abaixar e se esquivar para trás de obstáculos, se movendo de verdade, para evitar os tiros inimigos. Com o tempo você percebe que pode, por exemplo, atirar com a mão direita e usar a esquerda para pegar mais um cartucho de balas sem nem olhar para o lado, afinal, você já tinha visto que eles estavam ali, só precisa pegar como faria no mundo real, sem nem olhar. Não dura muito, coisa de 15 minutos, mas vale a pena.

Em seguida minha esposa escolheu um jogo do desenho Rick and Morty, mas é basicamente uma série de tarefas e puzzles, meio parado, não curtiu.

Peguei então um jogo em que você está numa plataforma no espaço e pequenas naves redondas surgem, você deve atirar para destruí-las (vídeo abaixo). Caramba, eu curti muito, uma “arma” em cada mão e a grande sacada é poder se movimentar evitando os tiros inimigos (quando eles são disparados pelas navinhas, rola um bullet time e você pode se esquivar pros lados ou se abaixando). Em uns 15 minutos consegui a quarta colocação no ranking da casa, nada mal.

(na vertical sim e com áudio aleatório do Youtube já que não tinha nada útil no original)

 

Novamente vez da minha esposa. Escolheu um jogo de arco e flecha (algo que ela quer muito fazer na vida real) e gostou a ponto de dizer que ficaria horas nele. Apesar do estilo cartunesco, aparentemente a sensação de realidade foi bem legal. Aliás nos disseram que há outro jogo mais “simulador”, em que você precisa pegar a flecha da aljava indo com o braco por cima do ombro para então colocar no arco e disparar com maior exigência de precisão nos movimentos.

Para finalizar, o famoso jogo da prancha. Uma prancha de madeira (de verdade) é posicionada na sala, com plaquinhas de isopor em baixo deixando ela a 2cm do chão, mas o suficiente para que ao andar balance pros lados e dê a sensação de que você pode cair, e claro, na simulação você está no topo de um prédio saindo do elevador andando na prancha. Segundo o funcionário que nos acompanhava, 10% dos jogadores não “saem do elevador” e metade não tem coragem de pular da prancha para a morte certa. Nós fizemos as duas coisas, mas confesso que é incômodo.

 

Sobre a experiência

É tudo muito bem feito, divertido e imersivo. Mesmo já tendo visto vídeos e lido relatos, não tem como explicar e o lado bom é que agora qualquer um pode experimentar nessas VR Houses. Ainda é um trambolho, ainda é bem caro, e sinceramente não sei como vai ser o futuro disso, tomara que seja mais promissor que o do Kinect. Talvez não pegue, talvez o que pegue seja a Realidade Aumentada, em que a simulação se mistura a visão do ambiente real em que você está, só o futuro dirá. Por enquanto estou feliz de viver em 2017 e poder me divertir com isso.

 

Preços e mais sobre o local

O preço de tabela da Pixel VR é R$ 30 por 30 minutos/R$ 60 por 1 hora, ou R$ 45 por hora para grupos de 4 ou mais pessoas. Eles também fazem festas em que fecham todo o ambiente, parece que custa R$ 450 por 3 horas, vale muito a pena, sejam festas infantis ou para as crianças grandes como nós (a partir de 7 anos é o indicado). Também está rolando cupom no Peixe Urbano, R$ 36,90 por uma hora ou R$ 69,90 por duas.

Na recepção há também uma infinidade de itens ligados ao universo dos games e do cinema que podem ser comprados, como action figures, placas, funkos, naves, baralhos, chaveiros e por aí vai. Mais no fundo da casa há um café retrô, com vitrola mesmo, uma sala do terror, e há bebidas (só não alcoólicas, imagino), além de vários acessórios que você pode usar para tirar fotos, como garras do Wolverine, capacete do Darth Vader, escudo do Capitão América, etc.

Vale demais, recomendo!

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Administrador, desenvolvedor, gamer, tecnófilo, viajante, otimista nato, calmo por natureza. Criador do eco4planet, já escreveu para o Gizmodo e Papo de Homem e participou do podcast Guia Prático, do Manual do Usuário.
Veja outros artigos por
  • Caco81

    Poxa queria ter estado lá! E olha que nunca saio. O melhor da vida a todos vocês!

  • Erick Grinaldi (Banda Bolor)

    Fabuloso, fantástico mundo Nerd a Pixel Realidade Virtual. A única pena é eu não estar lá agora :(