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helix

Assim como o João, sou viciado em séries e sempre que aparece um SciFi no meio fico LOUCO pra assistir… foi assim com Intelligence (fraca, pra não dar adjetivos impróprios para menores – vale a pena ler a opinião do João a respeito, concordo com ele), Fringe (muito bom), Lost (meio ótimo, meio bomba, meio mista, meio calabresa, no fim foi na média mas pareceu uma montanha russa variando do ótimo ao péssimo), entre outras tantas que já perdi a conta.

Helix (canal SyFy – 2014) foi uma bela surpresa, não sabia que ia ter, não sabia do plot, só o João chegou no chat e falou VOCÊ PRECISA VER ISSO! E bem, vi e fiquei LOUCO… a série promete, diria que é a mais promissora de 2014 até o momento.

A série conta a história de Alan, que trabalha para a CIA o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) e é convidado para investigar uma estranha doença numa base no círculo ártico, área que não pertence a nenhum país e que os EUA não tem jurisdição, mas pela expertise do cara ele é chamado pra ver o que está acontecendo. Ah, só pra dar um toque de drama, seu irmão foi infectado.

Eu geralmente desligo meu lado biólogo pra essas séries e filmes, porque sei que vão rolar vários erros, e como não sou da área de saúde isso passa ainda com um pouco mais de folga, mas a série tenta ser fiel em diversos detalhes: experimentos com animais, criação de vacinas, remédios, sequenciamento de DNA (OK, um tanto irreal, mas é SciFi, dou um desconto), tentativa de conter a contaminação, tudo com pequenos pontos de dramas familiares e doses de interesses capitalistas, e, pra dar o gostinho da ação, um tanto de falta de ética, afinal, porque um laboratório ético estaria localizado numa área onde não existe jurisdição de nenhum país?

Eventualmente fico realmente puto com furos em algum roteiro que gosto muito, mesmo com toda licença para o absurdo que eu dou a elas. Por exemplo, no ultimo episódio de Revolution em que…  [spoiler show=”Spoiler! Clique por sua conta e risco!”]Rachel descobre uma proteína marcada olhando num microscópio óptico aparentemente saído do século XVIII no qual mal se conseguiria ver as células, e ela viu uma proteína… tá bom que é SciFi, mas aquilo era ultra low tech, se fosse o Aaron usando o poder dos Nanites era perfeitamente aceitável pela propria existência dos Nanites, mas foi bizarro demais, pausei pra respirar quando vi aquilo.[/spoiler]

Mas em Helix parece que tomam maiores cuidados, os episódios (quatro até o momento) foram bem escritos, dirigidos, e dada a licença para o absurdo que tal série precisa para manter sua história consistente, ela não fugiu até o momento em nenhum aspecto. Tomam cuidado com os equipamentos, as rotinas de laboratório e tudo mais.

O vírus em questão altera o comportamento do infectado para sua proliferação, algo que é bastante plausível visto que é um fato bem conhecido na biologia, quando parasitas fazem o parasitado mudar seu comportamento para se espalhar. Por exemplo, de forma bem básica, o oxiúros faz a pessoa infectada coçar o ânus como forma de se espalhar, ou, de forma mais avançada, temos formigas zumbis infectadas por fungos, ou a lagarta que vira um zumbi ao ser parasitada pela larva de uma espécie de vespa; e outra espécie de vespa controla baratas para se reproduzir; também um verme faz uma espécie de grilo se suicidar para completar seu ciclo de vida; e a lista segue e segue.

Com uma boa trama Sci-Fi que até respeita a ciência atual, Helix é uma ótima pedida para fãs de ciência e que também gostam de filmes de terror confinados. Embora os sustos não sejam tão frequentes no resto da série (até agora), o piloto é quase uma homenagem a filmes do tipo.

A história está bem amarrada e cada episódio nos faz querer ver o próximo o mais rápido possível. Sendo assim, não adianta ler mais. Você precisa ir ver.

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Biólogo, Geek e Pai de duas criaturinhas lindas. Viciado em tecnologia. Professor por amor a profissão. Estudante de Ciência da Computação (Porque nunca é tarde pra começar uma nova carreira.)
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