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Microsoft_Xbox_One_console

Ok, ok, faz tempo que não escrevo nada e começo com um pedido de desculpas. Vou mudar isso. Que tal então voltar com estilo? Sim, o Xbox One é sobre estilo.

dayoneAntes de mais nada, um aviso: sou fã da caixa desde sua primeira geração e tentei dar minha opinião de forma menos apaixonada mas isso é impossível. QUE CONSOLE DO C*&¨%$#$. Dito isso, continuemos.

Fiz a encomenda ainda em Julho e com isso garanti não apenas a entrega no lançamento como a edição day one da criança. Não é nada diferente da versão normal na verdade. Ou melhor, vem um “achievement day one” (que não serve para nada além de dizer, “ei! eu tenho um day one”), e tem gente no ebay vendendo isso como se fosse grande coisa. E o que mais? O controle e o console tem uma inscrição do day one, e a embalagem é uma caixa preta lindona. E só. Mas ainda assim, não deixa de ser um One certo?

Mas Jorge, não é perigoso ser early adopter? Sim é. Os problemas estão todos listados por ai , mas eu realmente não tive nenhum até agora. Vamos ao hands on/primeiras impressões depois de poucas horas de uso.

Design

Ele é lindo. E sim, é grande: mede 274 x 79 x 333 mm e vai ocupar um espaço considerável no seu rack. E um detalhe importante: precisa ficar na horizontal. Nas palavras do próprio console: “a beast like this need to be on his all four”. O jeitão e o tamanho me lembraram a primeira geração, o que é legal para alguém saudosista como eu.

 

Controle

controles

Confortável e elegante. O centro de gravidade fica meio alterado quando você coloca um plug and play pack nele, mas nada que não fique tranquilo depois de alguns minutos de uso. Porém o head set original, plugado na base do controle, deixa a pegada meio desajeitada.

 

Configuração

Tão simples como qualquer outro console que já tenha instalado. Liga na TV, liga na energia, liga no cabo de rede e bam! Tá funcionando! Bem, não exatamente. Precisa fazer um update que levou 15 minutos na internet da minha casa. Por outro lado a calibragem do Kinect foi muito mais rápida e indolor do que a da geração anterior. Um teste de vídeo, um de áudio e foi!

 

Kinect

Como falei antes a configuração é simples e com poucos ajustes tudo estava funcional. Ele parece funcionar melhor com menos espaço, o que é uma ótima notícia para salas mais apertadas, cada vez mais comuns nos minúsculos apartamentos brasileiros. O investimento no reconhecimento de voz foi pesado: Olha só a lista bacana de comandos:

(clique para ampliar)

(clique para ampliar)

Deixei o console em inglês e ainda não testei comandos em português, mas tudo que falei com meu sotaque latino-irlandês-do-sul foi reconhecido. A navegação por movimentos está menos intuitiva, mas com um pouco de treino tudo fica simples. Ele faz login assim que te vê na frente da TV, inclusive no escuro completo. Sim é assustador. E excitante!

Outro teste que fiz foi com múltiplos usuários. Minha mãe e minha filha mais velha sentaram no sofá enquanto eu jogava e o Kinect rapidamente reconheceu as duas e perguntou se eu queria colocá-las como convidadas. Além disso, mesmo com as duas conversando ao meu lado durante uma partida de Ryse, todos os comandos foram reconhecidos tanto dentro do jogo quanto no dashboard. Não tenho ainda nenhum título que use pesadamente o Kinect e no futuro posso avaliar melhor esse tipo de uso, mas até agora ele é muito melhor em tudo do que seu irmão mais velho.

 

Smartglass e Xbox Live

Ele está melhor acabado, de configuração mais fácil (tanto no iOS, quanto no Android) e é a melhor forma de ver seus dados na Live. A Live importa seus dados da assinatura do X360, seus pontos, avatar, achievements e até mesmo dados do cartão. Por outro lado a foto de perfil fica reduzida e por hora a integração entre as duas gerações está bem confusa tanto que na pagina da Live no PC eles recomendam o uso no Smartglass (que tem uma versão específica para o One).

 

Jogos

Pedi no pacote 5 jogos do lançamento: Forza, FIFA, CoD, Ryse e Assassin’s Creed. Acho que cada um pede um review próprio mas falo as primeiras impressões.  Antes de mais nada a pré-instalação é um saco. Ela demora em média uns 5 minutos para que você possa começar a jogar e depois disso fica um tempo baixando em background. Preferia o tempo em que era só colocar o disco e mandar ver.

ryse

Mas os tempos mudaram e Ryse é de uma beleza brutal que se passa na Roma de Nero, com história cativante, mas este é um jogo para mostrar para os amigos e dizer: “olha o quão foda é a qualidade dos gráficos da nova geração” e nada muito mais do que isso, já que fica repetitivo muito rapidamente e dá pouca possibilidade de personalização. Quem sabe no PVP as coisas ficam mais emocionantes.

forza

Por falar em qualidade gráfica, Forza é de cair o queixo! Lindo mesmo. Muito. Ainda preciso jogar mais para avaliar a jogabilidade mas já estou fascinado.

fifa

Fifa. Bem Fifa é Fifa, e eu sou noob em Fifa, mas prometo treinar bastante, seguir as orientações do professor e tentar ficar fora da zona de rebaixamento.

cod

CoD é mais um jogo da franquia. Mais do mesmo. Eu gosto de shooters, mas finalmente comecei a encher o saco de CoD. Quem sabe Halo, Titanfall ou Destiny? Mas tem que esperar março para ver. Por hora vai ser para jogar com os amigos.

Ainda não joguei o Assassin´s Creed (como falei foram poucas horas na frente da TV) mas chego lá.

 

Apps

Testei dois apps. O player de blu-ray que não tem nada demais, mas entrega o que se espera dele que é passar filmes com as funções básicas. E o app do Youtube que ficou bem melhor, mais fácil de navegar e com design mais bonito.

O que falta testar? Muita coisa. Será que a integração com a TV a cabo vai funcionar? Como o Smartglass vai funcionar como tela auxiliar em jogos? Como vai ser o desempenho do Kinect em situações de movimento mais intenso? (já vi que tem para baixar de graça um preview do Kinect Sports com jet skis e outro de ginástica). Streaming de conteúdo a partir do PC e ou do celular, como está? GameDVR, será que ficou realmente fácil gravar “aquele headshot mentiroso que eu preciso provar para todos que aconteceu”?

 

Vale a pena?

Ei, eu sou um fanboy e minha resposta é sim! Mas só por isso? Não exatamente. O Xbox One tem aquele gostinho de “agora sim”, aquela sensação de nova geração. Certamente o PS4 também tem isso, e é legal viver esse momento de descoberta. É a real vantagem de ser um early adopter.

Mas estou quebrado, vale MESMO a pena?

Ok, dá para esperar. São poucos jogos e nenhum é absolutamente “revolucionário” (afinal, não são da Apple… mas divago). Acho que os jogos que virão no começo do ano que vem estarão mais maduros e terão mais fator “Wow”: Titanfall e Destiny são duas apostas pessoais minhas, mas Halo e Fable correm por fora.

Quem quiser pode me adicionar (ou dar follow, nova função da dashboard) => Krivelios. Vai ser um prazer trocar uns tiros com vocês.

 

(Atualização – Juan, 26/12/13)

Sim, eu peguei o XOne também ¯\_(ツ)_/¯ e seguindo os mesmos tópicos, complemento as opiniões do Jorge:

Design: Pelas fotos achava feioso, mas cara, não há foto que faça juz a beleza real do console. Agora que ele está nas lojas talvez você já tenha visto pessoalmente, de toda forma acredite, é bem bonito, e mais do que isso, é consistente, console, controle, kinect e até os cabos seguem uma mesma linha. Microsoft está de parabéns.

Controle: Além de bonitão, os analógicos agora tem uma textura em volta pra melhorar a pegada. O controle também passou a ter acelerômetro, e no jogo Dead Rising 3 ao ser agarrado por um zumbi você deve balançá-lo pra frente e pra trás. É interessante dar essa possibilidade aos desenvolvedores – mas é estranho estar calmamente jogando e ter que chacoalhar o controle O.o

Configuração: Assustadoramente simples especialmente na parte do Kinect. Nada de ficar andando pela sala pra ele entender o espaço, nada, ligou, abre a imagem já indicando com uma seta onde você está, pronto, configurado. Ok, você receberá uma atualização de 600Mb e dois dias depois veio outra de 300Mb, daquelas que você tem que esperar terminar pra fazer qualquer coisa – não é exatamente algo legal, mas acontece.

Kinect: A qualidade da imagem é sensacional, para Skype, por exemplo, é um salto e tanto. Uma novidade bacana é que os jogos podem usar comandos de voz para algumas ações. No Dead Rising 3 você pode gritar uma frase para atrair os zumbis, outra para soltar o item que está na mão, e nada de “Xbox, fazer tal coisa”, é só um “Vem aqui” e os zumbis vem.

Smartglass e XboxLive: A possibilidade de usar o celular como uma tela a mais para o jogo é bacana e ainda deve ser melhor explorada pelos desenvolvedores. No Dead Rising 3 (sim, é o único que tenho até agora, por isso sempre uso como exemplo), funciona para ver o mapa, ler instruções ou atender ligações (o áudio sai no seu celular, é bem curioso isso). Nada demais, mas é um começo. Já sobre a Live, ainda não usei grande coisa, só instalei/usei apps mas não joguei online ou comprei nada. Mas um adendo, os apps e jogos são baixados em segundo plano enquanto você faz outra coisa no console, e nem precisa baixar o jogo completo pra começar a usar, peguei Killer Instinct (grátis) e lá pela metade do download já estava liberado pra usar.

Jogos: Como dito, estou com o Dead Rising 3 e gostando bastante. A visão por trás-acima do personagem segue a linha Capcom do Resident Evil, e neste jogo traz zumbis que também lembram Left 4 Dead pela massividade. A dinâmica eu compararia um pouco com Borderlands em que num único grande mapa você pode ficar livre pra passear como quiser, e tem missões a cumprir por todos os cantos. E tem zumbis, centenas, milhares, por toda parte – e o console faz todos se moverem ao mesmo tempo sem nenhuma dificuldade. Pegar um carro e sair atropelando todo mundo é bem divertido aliás. Há inventário, você pode unir duas armas pra criar uma especial, até unir dois carros; também “sobe de nível” ganhando um ponto que pode ser atribuído a uma skill que aumenta sua barra de energia, seu inventário, o deixa mais rápido, mais inteligente ou outras coisas, algo que também me lembrou Borderlands. Mas tive fechamentos inexplicáveis do jogo, não sei se por aquecimento do console ou bug de programação, e insistir fazia o jogo fechar de novo, mesmo tentando andar pra outro lado por exemplo. Espera um tempo e tenta de novo que vai :/ Também teve um personagem com quem fui conversar e ele ficou invisível, não atrapalhou, mas fica feio… Veredito: estou gostando bastante, e você também vai principalmente se gosta de um dos outros jogos com os quais comparei.

Vale a pena? Sigo a linha do Jorge. Apenas olhando o produto, vale muito, é uma central de mídia: YouTube, Netflix, BluRay, até Internet Explorer e TV podem sair dele, mas o preço está salgado, aí vai do seu bolso. Só troquei porque peguei uma promoção absurda, mas não ia pagar o valor cheio tão cedo (mais de R$ 2 mil). Os jogos ainda não são tantos e em geral saem R$ 200,00 (com Live americana fica USD 59 – quase R$ 150 considerando o IOF, um quarto menos). Ah sim, para adicionar na Live => f1nk3r

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Nascido no mesmo ano do primeiro Star Wars, jogador de D&D desde 1989, acha que Gurps e Magic são a decadência da juventude. Publicitário, sabe que foi enganado pelo teste vocacional. E odeia escrever algo neste “Sobre mim”.


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