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Ultimamente a PSN está em ritmo de festa e não é por causa do Sílvio. Depois do lançamento de Journey (da mesma equipe que fez Flower), foi lançado nesta ultima terça o puzzle Closure, mantendo o ritmo de um lançamento especial toda semana.

Closure é um indie game do tipo puzzle em 2D, um estilo já consagrado por jogos como Krusty Fun House, Limbo e Braid (eu sei que são de épocas diferentes, mas representam uma geração), que mesmo sendo simples e fugindo dos padrões atuais, garantem seu lugar ao sol, com originalidade gráfica e muita criatividade.

É o jogo pra quem curte um puzzle criativo, daqueles que começam simples e despretensiosos e vão ficando técnicos a ponto de te dar raiva mortal do criador do game. Sério, eu penso que o cara que cria um jogos assim, tem que ter um problema. Mas ainda bem que tem muita gente com esse tipo de problema pra fazer um jogo tão bom e viciante.

Eu confesso que ele me conquistou pelo gráfico, e explico.

Toda semana nas terças, como um bom assinante da PSN Plus, entro para ver o que a Sony liberou “gratuitamente” pra mim e o que tem de bom com os descontos exclusivos para assinantes. Lá estava ele, simples, em preto e branco, já na pagina principal da PSN. Geralmente esse tipo de jogo tem um preview em forma de vídeo pra termos uma ideia de como é a jogabilidade, os gráficos e outras coisas. Mas no caso do Closure o preview era apenas com fotos e nada mais. Assim, não dá pra ter ideia do que se trata e é preciso apelar para o YouTube ou comprar na confiança.Eu fui na confiança e me dei bem.

Fiz isso baseado nas lindas imagens em Preto e Branco que o jogo tinha no preview e sim, ele é todo em PB, o que não tira nada da sua bela experiencia – pelo contrario, neste caso acho que colorido perderia todo o charme, beleza e intenção.

Até onde joguei ele não parece ter uma história e nem muita lógica. Você está em um mundo onde só existem saídas e começa controlando um personagem de chifrinhos, um olho só, quatro pernas e dois braços. Mesmo assim ele, além de simples, é incrivelmente simpático. Mas não se apegue muito, a cada mundo – que é dividido em 24 níveis – o personagem veste um capacete e se transforma em três formas humanas: um homem de capacete em uma fabrica, uma garota em um tipo de floresta e a minha preferida, uma menininha em um cidade bem estranha.

O objetivo é entrar e sair de portas, mas com a dificuldade de só poder caminhar onde esta iluminado, pois onde não estiver não há chão e você cairá para a morte certa. Mas calma, como um bom jogo do terceiro milênio, as vidas são infinitas, é só reiniciar o nível.

Pode parecer simples e muito louco, mas veja o vídeo de apresentação:

Por experiencia já não defino mais esse tipo de jogo como indie game. É muito limitado categorizar apenas por ser “independente”. Prefiro definir como Art Game, pois demanda uma criatividade e elaboração para nos oferecer tamanha experiencia que é digna de obra de arte. Isso explica a industria dos games estar lucrando mais que a sétima arte, o cinema.

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Desenhista amador, escritor amador, jornalista amador (hoje em dia pode!), atleta amador, mas um opinador profissional. Curto filmes, games, quadrinhos e comida. Mas quem não gosta disso?
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