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6 meses, 55Kg menos, sem cirurgia ou (muito) sofrimento. O relato.

Círculo de Fogo

Hoje é segunda-feira e desde o último sábado eu estou com um problema gigante: como escrever um texto capaz de traduzir a sensação de assistir Círculo de Fogo? Eu ainda não sei bem, mas espero que consiga traduzir o arrepio animalesco de felicidade gerada por um misto de saudosismo, estarrecimento e diversão.

Antes de mais nada, aqui está trailer para você nem precisar ler as palavras que escrevi sobre o filme mais divertido do ano. 

Ok, se mesmo assim você não ficou satisfeito, vamos ao bla bla bla.

O saudosismo está escancarado no filme. Del Toro, mexicano, assistiu todos os seriados japoneses que nossa Manchete passava. Por conta disso o filme se torna obrigatório aos fãs de qualquer seriado nipônico de monstros gigantes. Há também, lógico, a comparação com mangás/animes como Evangelion – principalmente quando a linda Mako Mori aparece falando em japonês.

Junto de Mako, Idris Elba também aparece muito bem, mesmo se especializando no papel que começou em Prometheus. Já Charlie Hunnam, ator principal do filme, não segura as pontas e acaba precisando mais dos coadjuvantes do que o necessário. Só que o filme, é verdade, não gira em torno dele, sendo tão divertido que faz com que os defeitos não atrapalhem em nada.

Eu falei defeitos? Esqueça. O filme não tem defeitos, ele é uma grande homenagem ao gênero de monstros gigantes e faz tudo o que precisava. Se você não gostava de assistir essas coisas quando era pivete nas décadas de 80/90, você é quem tem problema com certeza verá problemas no enredo. Mesmo assistindo numa tela XD bem grande, eu só conseguia ver monstros incríveis brigando com robôs absurdos.

Minhas crises de megalofobia durante o filme só fizeram a diversão aumentar já que eu sentia o quanto os efeitos pareciam reais e o quanto era brutal cada luta de jaegers e kaijus. Poucos filmes me causaram tanta imersão e em algo tão impossível assim. O 3D do filme funciona de maneira perfeita, mesmo nas cenas mais escuras – o que geralmente é um problema sério para o cinema em três dimensões.

Tudo o que é estabelecido no filme acaba explicado de uma só maneira. O diretor já falou que tem ideias para uma continuação, mas a ponta pra ela não é passada nem na cena extra do filme (entendeu? tem cena extra no final!). Embora, da forma como ficamos sabendo dos eventos do filme, muita coisa ainda possa aparecer para expandir o universo.

Círculo de Fogo é recomendado para: qualquer pessoa que já tenha gostado de histórias com humanos, robôs gigantes e monstros; para quem quer ver um bom filme com robôs e não mais uma porcaria do Michael Bay.

Círculo de Fogo é contra indicado para: ninguém. Sério, leve a pessoa mais chata que você conheça para o cinema, se ela não gostar do filme, aí você termina a amizade. É óbvio que não vale tanto a pena assim.

PS: O discurso do Elba é curto, mas é lindo demais e eu me arrepio toda vez que escuto, então aqui está mais uma vez:

Nasceu quando Let It Be completava a maioridade, desde então vive de música, filmes, séries e quadrinhos. Mudou a alimentação quando o mundo quase acabou, reduziu as doses de refrigerante e anda sem muita vontade de jogar videogame.
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